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E AGORA? NASCEU O BEBÊ... DESENVOLVIMENTO RELACIONAL ENTRE A MÃE E SEU FILHO PREMATURO - Ana Deise Cardoso; Liamar da Silva Terra e Monica Roca

Ana Deise Cardoso; Liamar da Silva Terra; Monica Roca; Renata Evarini


Projeto de Pesquisa a ser realizada nas unidades de cuidado intermediário neonatal (convencional e canguru) do Hospital Regional do Mato Grosso do Sul- HRMS e vinculada à Sociedade Psicanalítica de Mato Grosso do Sul


RESUMO

A motivação para esse projeto de pesquisa surgiu a partir do contato de uma psicóloga do Hospital Rosa Pedrossian e dos membros do Departamento de Assistência Psicológica (DAP) da Sociedade Psicanalítica de Mato Grosso do Sul (SPMS) no grupo de discussão clínica da SPMS chamado “O exercício da Escuta Psicanalítica”. Um tema recorrente nesses encontros é a questão do “vínculo” que pode ou não ser desenvolvido entre pares, inclusive entre a dupla mãe-bebê. Essa questão veio de encontro às experiências e angustias da psicóloga do HRMS, que percebia a dificuldade de algumas mães com seus bebês na UTI neonatal, em um período fundamental para o desenvolvimento   do vínculo mãe-bebê. Percebia também como essa relação podia ser facilitada ou dificultada pela relação com a equipe cuidadora do hospital.


Nosso objeto de análise é a dupla mãe-filho, primeiramente com a compreensão acerca da mãe (história pessoal, familiar e gestacional) e como se dá a aproximação dela com esse filho, ou seja, se e como ocorre a vinculação entre eles.


A contribuição que esse projeto pode deixar ao HRMS é atuar junto a equipe técnica no sentido de ajudar na compreensão das dificuldades que as mães apresentam, visto que eles são os profissionais que tem a possibilidade de ampliar esse conhecimento e auxiliar efetivamente outras duplas mãe-bebê.


Para a SPMS, a contribuição é oportunizar um espaço para que seus membros possam realizar observação da relação mãe-bebê de forma constante e sistemática, visto que na atualidade encontramos cada vez mais a dificuldade de vinculação entre as pessoas.


O questionamento que essa pesquisa faz é a respeito do vínculo de amor que uma mãe desenvolve por seu filho. Podemos inferir que cada mulher vai desenvolver esse vínculo em função de sua história de vida e da relação com seu parceiro. Mas será que conseguimos apreender os elementos que contribuem para o início e desenvolvimento desse sentimento fundamental para o exercício da função materna?


As considerações de alguns teóricos nos acompanharão ao longo desse estudo, sendo eles: Freud, klein, Winnicott, Spitz, Bowlby e Mahler. Consideramos que esses teóricos contribuem para uma importante dimensão ao estudo do amor materno ao fazerem referência a maternagem e sensibilização que as mulheres desenvolvem durante a gravidez. Obviamente, consideraremos o bebê, as condições ambientais hospitalares e, a mãe.


A amostra inicial desse estudo será constituída de forma aleatória e estratificada tentando abranger todas as mães e bebês internos (nesse período) na UCIN do HRMS, no dia mensalmente pré-estabelecido durante os meses de agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro de 2016.


Serão realizadas entrevistas sem dirigida com as mães e, para a coleta de dados, o Inventário de Estilos Parentais para Mães e Bebês (IEPMB). Nova avaliação com o IEPMB será realizada quando a dupla mãe-bebê retornar para o follow-up (marcado previamente com um grupo multiprofissional dentro de um prazo de aproximadamente três meses após a alta), para estabelecer o comparativo desse início de desenvolvimento.